Sem alternativa e sem achar crimes contra o governo, CPI da Covid decidiu convocar Karina Kufa, advogada de Bolsonaro

Nesta terça-feira (31), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid aprovou a convocação de Karina Kufa, advogada da família do presidente Jair Bolsonaro. Os senadores pretendem ouvir a defensora após o feriado de 7 de setembro.

O requerimento foi apresentado pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues.

“O nome da advogada Karina Kufa veio à tona com a quebra de sigilo do lobista Marconny Faria. Ela foi a responsável por organizar um jantar em sua residência, onde Marconny Faria foi apresentado a Ricardo Santana, depoente que se revelou como uma espécie de consultor informal do Ministério da Saúde”, explicou.

O nome da advogada foi citado durante depoimento do empresário José Ricardo Santana na semana passada, o que levou Karina Kufa a se manifestar na segunda-feira (30).

De acordo com ela, integrantes da CPI tentaram vincular o nome dela, “de forma irresponsável, às supostas irregularidades na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde”.

Karina Kufa também disse não ter “qualquer vínculo com a compra ou venda de vacinas e testes para Covid” e destacou que “fazer churrasco não é crime; conhecer pessoas não é crime; e o anfitrião não está obrigatoriamente vinculado aos atos, anteriores ou posteriores, dos convidados”.

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