Estado de criança ‘torturada’ pela mãe e madrasta é grave

O quadro de saúde da menina de 6 anos que foi submetida a uma “sessão de tortura” pela mãe e pela madrasta continua grave. A criança deu entrada no Hospital Municipal São Francisco de Assis, em Porto Real (RJ), na segunda-feira (19), após ser agredida por Gilmara Oliveira de Farias, de 25 anos, e por Brena Luane Barbosa Nunes, de 28 anos.

As duas tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça por decisão do juiz Marco Aurélio da Silva. O magistrado apontou que a criança foi submetida a tortura e que pode “permanecer em estado vegetativo”.

– A criança vinha sendo privada de alimentação há meses e, por conta das agressões sofridas, encontra-se internada em estado grave, apresentando hemorragia intracraniana inoperável e sério risco de vir a óbito ou permanecer em estado vegetativo – destacou.

Além disso, o juiz também ressaltou que Brena, a companheira da mãe, tem antecedentes criminais por lesão corporal.

– Casos como este apresentado merecem uma resposta rigorosa do Poder Judiciário, a fim de coibir a violência praticada contra crianças de tenra idade – destacou o juiz.

De acordo com informações da polícia, a menina foi agredida pela mãe, Gilmara Oliveira, e pela companheira entre a sexta-feira (16) e a segunda (19). A criança sofreu golpes com um cabo de TV dobrado além de socos e chutes.

As duas confessaram o crime.

Ao jornal O Globo, a mãe de Brena contou que ela foi a responsável por chamar o socorro. Ela relatou ainda que foi ameaçada pela filha.

– Pensei que ela [a menina] tivesse morrido, fiquei assustada. Ela estava com o olho meio aberto, parada, não respondia nada. Aí, insisti para chamar o socorro, mas minha filha [Brena] disse que me mataria se eu falasse a verdade sobre o que aconteceu. Eu só espero que ela fique presa e pague pelo que fez – apontou.

A menina precisou ser intubada ao dar entrada no hospital devido ao quadro de saúde delicada. Ela depois foi transferida para uma unidade de saúde na cidade de Resende.

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