78% da receita da firma que contratou Moro veio de alvos da Lava Jato
Dados de honorários foram enviados pela Alvarez & Marsal ao TCU

A Alvarez & Marsal, consultoria que contratou Sergio Moro, ex-juiz à frente da Lava Jato, recebeu 78% de seus honorários de empresas que foram alvo da operação. As informações foram enviadas pela consultoria ao Tribunal de Contas da União (TCU), que apura o caso e nesta sexta-feira (21/1) retirou o sigilo desses documentos.

A consultoria informou ao tribunal que recebeu R$ 83,5 milhões até dezembro de 2021, em processos de recuperação judicial e falência. Desses, R$ 65,1 milhões, ou 78%, vieram de empresas alvo da Lava Jato. Os outros R$ 18,4 milhões, fatia de 22%, foram pagos por empresas sem relação com a investigação.

A contratação de Moro pela Alvarez, de novembro de 2020 a outubro de 2021, foi criticada porque a empresa é a administradora judicial do processo de recuperação do Grupo Odebrecht, cujos executivos Moro condenou quando era o juiz à frente da Lava Jato. O Grupo Odebrecht rendeu R$ 22,4 milhões à consultoria. A Atvos, ex-Odebrecht Agroindustrial, repassou outros R$ 10,8 milhões.

A lista de alvos da Lava Jato inclui ainda o banco BVA, que pagou R$ 22,5 milhões, a OAS, com R$ 5,8 milhões; a Galvão Engenharia, com R$ 3,3 milhões; a Enseada, consórcio entre Odebrecht, UTC e OAS, com R$ 172 mil; e a Agroserra, com R$ 120 mil.

O grupo de empresas sem relação com a operação comandada pelo então juiz Sergio Moro pagou R$ 18,8 milhões em honorários à Alvarez. Entre as firmas estão a Livraria Cultura, com R$ 2,1 milhões; a Morada, com R$ 4,5 milhões; a Cotia, com R$ 3,9 milhões; e a Oceanair, com R$ 365 mil.

Com informações do site Metrópoles

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